O Man Booker International Prize premia a cada dois anos um autor vivo que tenha publicado originalmente em inglês ou tenha a sua obra disponível nesse idioma. Os concorrentes são escolhidos exclusivamente pelo júri e nenhum editor pode indicar ou inscrever seus escritores. Na manhã de ontem, na Austrália, o presidente do júri anunciou os 13 finalistas que continuam na disputa pelo 4o Man Booker International, que dá ao vencedor 60 mil libras (cerca de R$ 160 mil). A shortlist inclui autores de oito países diferentes; cinco deles não são publicados originalmente em inglês, quatro deles são mulheres, um deles já ganhou o Man Booker Prize for Fiction e dois já foram também finalistas do Man Booker. John le Carré pediu que seu nome não seja considerado para o prêmio para que autores menos conhecidos tenham maior chance de vencer.
Dos treze finalistas a seguir apenas dois (Wang Anyi e James Kelman) não têm nenhuma obra publicada em português:
Wang Anyi (China)
Juan Goytisolo (Espanha)
James Kelman (Reino Unido)
John le Carré (Reino Unido)
Amin Maalouf (Líbano)
David Malouf (Austrália)
Dacia Maraini (Itália)
Rohinton Mistry (Índia/Canadá)
Philip Pullman (Reino Unido)
Marilynne Robinson (EUA)
Philip Roth (EUA)
Su Tong (China)
Anne Tyler (EUA)
Para o Dr. Rick Gekoski, uma lista diversificada como essa “serve para nos relembrar a importância da ficção para definir tanto a nós mesmos quanto ao mundo em que vivemos.”
Existe ainda um prêmio extra para tradução, quando o vencedor não escreve originalmente em inglês. É o próprio autor vencedor que escolhe um de seus tradutores para levar um cheque de 15 mil libras para casa, que são cerca de R$ 40 mil.
Os vencedores dos três prêmios anteriores foram o albanês Ismail Kadaré em 2005, o nigeriano Chinua Achebe em 2007 e a norte-americana Alice Munro em 2009.





