Dora Damage, esposa de Peter, dono de uma oficina de encadernações, soube bem o significado da palavra perda quando percebeu que o marido não poderia continuar trabalhando devido ao agravamento de uma artrose crônica. Para complicar, ela também tem que proteger e cuidar de sua filha, Lucinda, que sofre de epilepsia. Este é o ponto de partida de O diário de Dora Damage(Rocco, 416 pp., R$ 59, 50 – Trad. Ana Deiró), livro de estreia e ao mesmo tempo póstumo de Belinda Starling. A autora faleceu em agosto de 2006, aos 34 anos, devido a complicações em uma cirurgia na vesícula biliar. O livro reconstitui com fidelidade a Londres vitoriana, e a hipocrisia de uma sociedade decadente. Aborda também a questão da emancipação feminina.






