Histórias surpreendentes sobre a chegada dos árabes no Brasil, o contexto de origem desses imigrantes, a ocupação espacial no Rio de Janeiro, bem como as atividades econômicas por eles exercidas na cidade serão contadas pela primeira vez em livro. Árabes no Rio de Janeiro – uma identidade plural (Editora Cidade Viva, 200 pp., R$ 60), terceiro título da série Imigrantes no Rio de Janeiro, será lançado hoje (15), às 18h30, no Palácio da Cidade (Rua São Clemente, 360 – Botafogo – Rio de Janeiro/RJ). A obra foi escrita pelo antropólogo Paulo Gabriel Hilu da Rocha Pinto e a edição teve o patrocínio da Light e da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro.
Dividido em cinco capítulos, o livro traça ainda um panorama do Império Otomano no século XIX, aponta os principais fatores de imigração, a situação da Síria, Líbano e Palestina na primeira metade do século XX , fala sobre a construção das identidades otomana e árabe no Brasil, dedica um capítulo às instituições e a imprensa árabe no Rio de Janeiro e retrata a vida cultural da comunidade árabe na cidade.
“É um livro emocionante, feito de memórias e histórias pessoais. As imagens não são apenas arquivos, são fotos pessoais guardadas nos baús das famílias com as quais conversei”, disse o autor, que coordena o Núcleo de Estudos sobre o Oriente Médio na Universidade Federal Fluminense.
O autor entrevistou também 30 representantes de diferentes gerações e diversas origens e grupos religiosos. Entre os entrevistados, estão Demétrio Habib, criador do Saara, o maior centro de comércio de rua do Rio de Janeiro, o ator de origem síria Mouhamed Harfouch, que usa a identidade árabe no processo criativo de seu trabalho, o criador do curso de letras árabes da UFRJ, monsenhor Alphonse Sabbagh, os deputados federais Jorge Bittar e Jandira Feghali, o escritor Alberto Mussa, entre outras personalidades, além de engenheiros, historiadores, corretores de imóveis, padres e outros cidadãos anônimos.







