Na mesa mais musical do Fórum das Letras, Manuel Rui encantou ao declamar poemas musicados pela Trupe Finca Pé. Quem deu a deixa foi Abreu Paxe, pego de surpresa para participar deste encontro ao ser escolhido para substituir Fragata de Morais, e que preferiu não falar de si próprio. Ao invés disso, prestou uma homenagem a Viriato da Cruz, considerado um dos impulsionadores da poesia angolana e um dos mentores do Movimento dos Novos Intelectuais de Angola. Até o Hino de Angola foi entoado na tarde deste domingo (14), em Ouro Preto. Dessa vez, a sugestão veio da plateia e o hino, criado pelo próprio Manuel Rui, foi interpretado pela escritora Kanguimbo Ananás e acompanhado de pé por todos os que estavam no Cine Vila Rica.
O assunto guerra, recorrente em quase todas as mesas desta edição do Fórum das Letras, voltou ao debate. Paxe era menino quando Angola conquistou a independência e Manuel Rui já era um escritor. “É difícil desconectar o movimento literário angolando do movimento libertário angolano”, disse Manuel Rui. Affonso Romano de Sant’Anna, que também participou da mesa “A poesia cobrindo distâncias entre a África e o Brasil”, leu poemas que escreveu sobre países africanos, como o Anão de Marrakesh.
Outras notas sobre o Fórum das Letras podem ser encontradas aqui.






