Lembranças do Holocausto na abertura da Fliporto
PublishNews, Redação, 12/11/2010
Eva Schloss participa da festa em Pernambuco e de lá segue para o Rio de Janeiro e São Paulo

Em março de 1938, os alemães invadiram a Áustria e a jovem Eva Geiringer e sua família tornaram-se refugiadas. Como muitos judeus, fugiram para Amsterdã. Lá, Eva conheceu Anne Frank, de quem se tornou amiga, e suas famílias, vizinhas de rua, também mantinham uma boa relação. No dia de seu aniversário de 15 anos — a mesma idade de Anne —, Eva foi capturada com os pais e o irmão e eles foram enviados para Auschwitz-Birkenau — alguns meses antes de os Frank serem descobertos. Durante os nove meses seguintes, Eva e sua mãe, Fritzi, enfrentaram violências e humilhações e escaparam do fuzilamento em diversas “triagens”. Depois de 40 anos de silêncio, Eva decidiu contar sua experiência e escreveu A história de Eva (Record, 256 pp., R$ 39,90), que está sendo lançado agora no Brasil.

Ela participa da abertura da Fliporto nesta sexta-feira (12), às 18h, ao lado de Moacyr Scliar e de Geneton Moraes. Na terça-feira (16), ela participa de bate-papo e faz sessão de autógrafos na Livraria da Travessa do Shopping Leblon (Av. Afrânio de Melo Franco, 290 - loja 205 A - Tel. 21 3138-9600). Na quinta (18), visita o CEU Paraisópolis (Rua Doutor José Augusto De Souza E Silva, s/n – Morumbi/SP Tel: 11 3501-5660) e faz palestra aos alunos, às 10h. À noite, a partir das 19h30, lança o livro no Clube Hebraica (Rua Hungria, 1000 - Jardim Paulistano - São Paulo/SP - Tel: 11 3818-8800).

No livro, ela conta que mãe e filha só se livraram com vida dessa terrível experiência graças a uma série de acontecimentos fortuitos. Com o fim da guerra, elas descobriram que o irmão e o pai de Eva não haviam sobrevivido.

Depois de uma traumática jornada de volta, Eva e Fritzi conseguem retornar à Holanda, e ao voltarem para o antigo apartamento em Amsterdã, reencontram o vizinho Otto Frank, que descobrira que sua mulher e as duas filhas também haviam sido mortas. As famílias se aproximaram e, depois de algum tempo, Fritzi acabou casando-se com Otto. A dor do luto e o sofrimento que compartilhavam os uniu para que formassem um novo núcleo familiar e prosseguissem com suas vidas.

Junto com Otto, Eva participou dos trabalhos de divulgação dos famosos diários de Anne Frank, mas somente depois de quarenta anos conseguiu compartilhar sua história pessoal. Em um relato preciso e comovente, ela relembra o cotidiano no campo de concentração e os horrores do capítulo mais desumano da Segunda Guerra Mundial.

Sobre Eva Schloss

Nascida em Viena em 1929, Eva Schloss é casada e mora em Londres com o marido, as três filhas e cinco netos. Trabalhou como fotógrafa profissional e teve um loja de antiguidades em Edgware até 1997. Desde 1985, dedica-se a dar palestras e participar de iniciativas educacionais sobre o Holocausto e a importância da tolerância e do respeito pelas diferenças; e recebeu o título de Doutora Honorária em Direito Civil da Universidade de Northumbria, em Newcastle, Inglaterra. Também é integrante do Fundo Educacional Anne Frank.
[12/11/2010 01:00:00]