Figura bastante conhecida no cenário artístico paulistano e gestor de acervo de Artes da Livraria Cultura há 27 anos, José Carlos Honório lança seu sexto livro, Dias de colecionar borboletas (Octavio, 92 pp., R$ 35), nesta terça-feira (22), às 18 horas, na sua segunda casa: a Livraria Cultura Conjunto Nacional – Loja de Artes (Av. Paulista, 2073. São Paulo/SP. Tel.: 3170-4033).

Doze anos depois de seu último lançamento (No deus-que-o-diga dos dias), Zé Carlos se propôs ao desafio de construir poemas que respeitam e atendem a três constantes: cada um deles se desenvolve a partir de uma palavra, estão inseridos num cenário no qual as imagens são mais importantes que o próprio enredo e foram edificados ao ritmo da respiração humana.
José Carlos Honório
O paulistano José Carlos Honório nasceu em 1964. Desde pequeno, nutre um certo “respeito, afeição, amor e devoção” aos livros. “Os livros me ensinaram tudo que sei, e o que não sei, provavelmente, se vier a saber, virão também deles”, costuma dizer. Aos 14 anos começou a trabalhar e um colega de trabalho o apresentou a Clarice Lispector. Adorou, e desde então nunca mais a largou.
A Livraria Cultura surgiu de forma engraçada em sua vida. Em uma das aulas do curso de letras da PUC, Zé Carlos encontrou dentro de um livro de uma colega um marcador de páginas da Livraria Cultura. Foi assim que ele conheceu a Cultura. Sua colega era amiga do dono da Cultura e, como Zé Carlos demonstrou interesse em trabalhar na livraria, ela fez a ponte entre os dois. Dois dias mais tarde, José Carlos Honório começou a trabalhar na Livraria Cultura.
Desde então, há quase 28 anos, ele faz o que mais gosta: mexe com livros e pessoas. Hoje, é vendedor exclusivo de importantes formadores de opinião, artistas e escritores. Zé Carlos não terminou a faculdade (parou no terceiro ano), mas fez cursos de fotografia, de psicanálise e de artes plásticas. Com humor ácido, tem muitas histórias para contar e uma maneira única de conquistar cada vez mais clientes e amigos.
Atualmente, é gestor do acervo de artes da Livraria Cultura e continua trabalhando no local onde foi aberta a primeira loja da rede, no Conjunto Nacional. Diariamente, ao deixar o trabalho, segue para seu estúdio, também na região da Paulista, onde pinta, lê, escreve e descansa.





