Para sempre, Elisete
PublishNews, Redação, 07/05/2010
Livro do jornalista Sérgio Cabral relembra 20 anos sem a intérprete Elisete Cardoso

No dia 7 de maio de 1990, o Brasil perdeu uma de suas maiores intérpretes, aos 69 anos, vítima de câncer. Elisete Cardoso, A Divina, foi uma das cantoras brasileiras mais importantes da história da MPB. Pioneira da bossa nova, foi a primeira cantora popular a interpretar Villa-Lobos no Teatro Municipal e também foi responsável pela consagração de esquecidos sambistas. O livro do jornalista e compositor, Sérgio Cabral, Elisete Cardoso, uma vida (Lazuli, 416 pp., R$ 42), narra a trajetória de vida dessa carioca que se consagrou como uma das grandes intérpretes do gênero samba-canção. Para escrever a obra, Cabral precisou de 15 meses de muita pesquisa. "Apesar da emoção, acho que consegui percorrer a história de um ser humano frágil em alguns aspectos, fortíssimo em outros, mas, sobretudo, real", diz.

O livro reúne ainda 37 fotos que relembram a carreira de Elisete, como quando ela foi eleita rainha dos músicos em 1958 e ao lado de músicos como Tom Jobim, Jacob do Bandolim, Dorival Caymmi, Tom Jobim e Elis Regina, com quem teve uma relação bem difícil. A obra traz também a discografia completa da cantora.

Cabral conta ainda que optou pela grafia Elisete porque considera que a língua não pode ser submissa ao arbítrio dos cartórios. "Antes desse livro, as enciclopédias já haviam grafado Elisete, como recomenda o bom português. Creio apenas colaborar para que o nome dela assuma a sua grafia definitiva, pois, registrada como Elizette, assinou algumas vezes Elizete e só na segunda metade da década de 1960 o th no final de Elizeth apareceu na capa dos seus discos", relata.
[07/05/2010 00:00:00]