Minha vida em 2045
PublishNews, Redação, 15/07/2009

Quem já não se projetou velho? Onde estaria? Como pensaria? O poeta Fabrício Carpinejar leva a curiosidade ao pé da letra em Terceira sede: elegias (Bertrand Brasil, 96 pp., R$26). Com medo de morrer antes, antecipa sua rotina aos 72 anos, em 2045. Não é uma velhice fácil: o narrador poético perdeu recentemente a esposa e faz um balanço de sua trajetória, abordando a vida com extrema lucidez e honestidade. São dez elegias sobre a maturidade, a dificuldade de adaptação, o isolamento e o preconceito sofrido pelos idosos. "Recusamos o excesso, basta uma escova e uma toalha." Ao mesmo tempo, é uma declaração de amor à memória e a tudo o que ela toca.

[15/07/2009 00:00:00]