Em 1988 o jornalista Carlos Marcelo tinha 18 anos e testemunhou o show para 50 mil pessoas, no estádio Mané Garrincha, em Brasília, que deveria ser uma celebração pela volta da Legião Urbana, no auge da carreira, à terra natal. Mas a apresentação, interrompida antes do fim por conta de provocações, brigas e depredações, acabou se transformando em um episódio de frustração e ressentimento para os que estavam na plateia. Vinte anos depois, Carlos utiliza o episódio como ponto de partida e de chegada para a narrativa do livro Renato Russo – O filho da revolução (Agir, 416 pp. R$ 59,90). O livro reconstitui o processo de transformação do adolescente Renato Manfredini Júnior no maior ídolo do rock brasileiro, além de trazer à tona suas primeiras paixões e obsessões, bem como sua incessante busca de conhecimento em livros, filmes e discos. Para escrever o título, o Marcelo realizou uma gigantesca pesquisa. Foram oito anos de trabalho. Mais de uma centena de entrevistas e levantamento de documentos da época, consulta a periódicos (jornais, revistas) dos anos 1970 e 1980 e livros sobre o período da ditadura militar.






