Cerca de 22 milhões de americanos leem assiduamente os escritos de Amy Dickinson, publicados em 150 diferentes jornais dos Estados Unidos. O mesmo estilo franco e bem-humorado que consagrou a coluna “Pergunte a Amy” também pode ser encontrado no livro de estreia da jornalista, As poderosas rainhas (Ediouro, 208 pp., R$ 34,90 - Trad.: Eliana Rocha), recém-lançado nos EUA e que chega ao Brasil. No título, a escritora reconstroi sua vida de luta e superação. Filha de modestos fazendeiros, nascida e criada em um vilarejo de menos de 500 habitantes, ela viu ainda menina o pai ir embora de casa para sempre – mais ou menos como no seu futuro casamento, onde acabou sozinha para criar a filha. Jornalista free-lancer não muito bem sucedida, morou em diversas metrópoles americanas e da Europa até que, completamente falida, teve de retornar a Freeville. Em sua volta, Amy descobriu-se em um grupo familiar formado quase que exclusivamente por mulheres. E este grupo, dia após dia, oferece um testemunho de enorme sagacidade e valores positivos, mostrando que pequenas vidas podem construir uma grande história.






