As obras de Stephen King sempre foram fontes inesgotáveis dos cineastas de filmes de terror, como o canadense David Cronenberg, que levou às telas “A zona morta, em 1994, baseado na obra homônima do escritor americano. Assim também ocorreu com outras histórias do mestre do terror. “As crianças do milharal”, por exemplo, conto presente em Sombras da noite (Objetiva, 416 pp., R$ 45,90 – Trad. Adriana Lisboa), deu origem ao clássico filme de horror que marcou uma geração: “Colheita maldita”, de 1984, dirigido por Fritz Kiersch. Conhecido por sua habilidade em despertar a adrenalina das primeiras às últimas páginas de seus livros, Stephen King maximiza sua capacidade em prender a atenção dialogando com o próprio leitor e adotando uma postura bastante provocativa, como se vê no trecho introdutório de Sombras da noite: “Vamos conversar, você e eu. Vamos conversar sobre o medo. A casa está vazia quando escrevo isto; uma fria chuva de fevereiro cai lá fora. É noite”...






