007 tupiniquim
PublishNews, 13/10/2004
Nas décadas de 1930 e 1940, notadamente ao tempo de Perón e Evita, um jovem diplomata brasileiro - no melhor estilo James Bond - conseguiu penetrar nos recintos mais vigiados do Archivo de la Nación e fotografou documentos ultra-secretos e altamente comprometedores do governo argentino. O diplomata é o embaixador Sergio Corrêa da Costa e os documentos aos quais teve acesso na época revelavam detalhes do plano peronista de expandir a Argentina sobre o território brasileiro com o apoio de Hitler. Em Crônica de uma guerra secreta (Record, 532 pp., R$ 54,90), Sergio Corrêa da Costa convida o leitor a empreender uma viagem pelo mundo da diplomacia e da espionagem internacional. O resultado é um livro polêmico. O autor passou em Buenos Aires os últimos anos da Segunda Guerra Mundial, conflito em que o Brasil se bateu para valer ao lado dos Aliados, enquanto a vizinha Argentina parecia se enredar perigosamente nas tramas do nazi-fascismo. Dentro desta visão, os dois países estavam, portanto, em lados opostos no conflito. Além disso, na nova geografia pensada para a América do Sul pelos nazistas, o papel preponderante caberia à Argentina, enquanto que o Brasil seria desmembrado, perdendo os estados da região Sul.
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