Baile em noite de lua cheia
PublishNews, 23/09/2004
Na França medieval, a jovem Isabel foge de casa para não ser violentada pelo senhor de Chazeron em sua noite de núpcias, um direito dos senhores feudais. Mas não adiantou: Isabel é pega, levada ao castelo, estuprada e surrada antes de ser jogada aos lobos. A jovem, no entanto, era de uma família em que as mulheres tinham estranhos poderes e, assim, consegue sobreviver para dar início a um plano de vingança. É essa a ação central da saga O baile das lobas, de Mireille Calmel, que é dividida em dois tomos: A câmara maldita e A vingança de Isabel. A saga já vendeu 700 mil exemplares na França e teve os direitos vendidos para 6 países. O primeiro volume, O baile das lobas - A câmara maldita (Nova Fronteira, 352 pp., R$ 39), acaba de ser lançado no Brasil. Especialista em romances históricos, a escritora francesa Mireille Calmel lança mão de personagens reais - como um jovem Nostradamus, que aparece ainda iniciante nas artes da premonição - e outros ficcionais para construir uma história sobre mulheres que começa no ano de 1500. Segundo a autora, a idéia para o livro surgiu das narrativas orais passadas de geração em geração na região de Auvergne, na França, sobre uma serva que teria sido estuprada e jogada aos lobos por seu senhor. Entre a magia e a miséria, as personagens criadas por Mirreille Calmel são mulheres que não aceitam passivamente a vontade dos homens que as cercam - sejam senhores feudais ou amantes - e utilizam todos os recursos disponíveis para se vingar de quem as magoa.
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