Cinema e a reinvenção de um país
PublishNews, Redação, 05/05/2026
Marcos Alexandre Faber entrega ao leitor um romance no qual realidade e ficção se entrelaçam com a mesma intensidade espectral de uma sessão noturna no São Luiz

Em Cinema nacional (Reformatório, 224 pp, R$ 68), Marcos Alexandre Faber entrega ao leitor um romance no qual realidade e ficção se entrelaçam com a mesma intensidade espectral de uma sessão noturna no São Luiz. O Recife, outrora território de salas majestosas e de um ciclo cinematográfico vibrante, ressurge como cidade-cenário e personagem, palco de uma cinefilia que ultrapassa o prazer do espetáculo e se converte em destino existencial. Entre cineclubes improvisados, salas que se apagam e sonhos de uma geração que ousou querer ser Glauber Rocha e Orson Welles, mas que também se reconheceu na condição de simples espectadores, ergue-se um “clube secreto” tecido de amizade, desejo e resistência. Nesse cenário, Arthur, Fernanda e Helena partilham da convicção de que os filmes e os livros que os atravessam não são apenas referências, mas formas de compreender o mundo e de reinventar a identidade de um país que insiste em esquecer-se de si, como as casas recifenses habitadas por fantasmas da memória.

[05/05/2026 07:32:27]