
Em seu movimento de retorno ao essencial, o livro dança entre o corpo e a terra num ritmo outro, longe do apressado mundo tecnológico. É o tempo da floresta quem orienta o olhar desejante que perpassa toda a obra. “Luís enxerga e transforma em poesia o erotismo que é próprio da natureza, inclusive da natureza humana”, sintetiza a poeta Bruna Mitrano no texto de orelha.
Em sua paisagem poética, Luís Perdiz planta imagens elaboradas, justapostas e profundamente vívidas, que podem ser tocadas, experimentadas e, mesmo, cantadas, já que os poemas, dotados de delicada carga sonora, formam, juntos, um só poema-canto. "Toda úmida, por trás da cortina/ a América Latina respira".
A selva nos seus olhos foi escrito com o apoio de uma bolsa de criação literária concebida em 2025 pelo Programa de Ação Cultural (ProAC) da Secretaria de Cultura do Governo do Estado de São Paulo. É um dos vencedores do edital PNAB Nº 28/2024 na categoria Obra Literária Inédita. O livro tem texto de orelha de Bruna Mitrano e prefácio de Diogo Cardoso.






