Uma jornada intensa sobre exílio, perda e reencontro
PublishNews, Redação, 12/12/2025
'Voltar a quando' ​é o retrato pungente de uma família fraturada pelo colapso da Venuzuela e, ao mesmo tempo, a crônica universal de quem é forçado a partir

Quando a revolução prometeu um país novo, Nina acreditou. Mas a promessa se revelou uma utopia, e a Venezuela, assim como sua vida, começou a ruir. Após a morte do pai e o abandono do marido — Camilo, companheiro de ideais que se tornara burocrata de um Estado em colapso — Nina toma uma decisão dilacerante: deixar a filha, Elisa, aos cuidados da avó e atravessar fronteiras até o Brasil, em busca de sobrevivência. Entre trabalhos precários, remessas de dinheiro e uma saudade que corrói, o passado retorna na figura de Camilo. Ele reaparece com uma proposta capaz de reescrever destinos: levar Elisa para os Estados Unidos. Uma ideia que ameaça demolir as últimas convicções de Nina. Quando a menina aceita partir com o pai, começa para Nina uma travessia física e emocional — do Brasil ao México — guiada não apenas pela determinação, mas também por um sussurro sobrenatural: a presença silenciosa do avô, morto há anos, que parece não ter abandonado a família. Voltar a quando (Biblioteca Azul, 232 pp, R$ 49,90), de Maria Elena Morán, é o retrato pungente de uma família fraturada pelo colapso da Venezuela e, ao mesmo tempo, a crônica universal de quem é forçado a partir — e de quem, mesmo longe, nunca deixa de voltar.

[12/12/2025 08:31:24]