Em Um chinês de bicicleta (Bertrand Brasil, 280 pp., R$ 34), o leitor descobre uma Buenos Aires diferente do centro cosmopolita comumente retratado. O escritor Ariel Magnus permeia a obra, apresentando dois homens perdidos na vida, metáforas do fracasso e do desespero de toda uma geração que “sofre” a modernidade. Na trama, o chinês Li é acusado de incendiar lojas de móveis em Buenos Aires. Uma das testemunhas do julgamento é o portenho Ramiro Valestra, técnico em informática, meio gordinho, sardento e narigudo. Sua vida muda por completo quando é sequestrado pelo oriental durante a fuga em pleno tribunal.






