Durante muito tempo, no Ocidente, o preto foi considerado uma cor pura ou verdadeira. Mas a invenção da imprensa, a difusão da imagem gravada e a Reforma Protestante lhe proporcionaram, como ao branco, um status de menor importância. E com Newton, tanto o preto quanto o branco perdem a função de cor. Somente no decorrer do século XX, arte, sociedade e ciência restituem ao preto seu status de cor verdadeira. Preto – A história de uma cor (Senac São Paulo, 216 pp., R$ 100 – Trad. Lea P. Zylberlicht), de Michel Pastoureau, narra a história do preto nas sociedades europeias, as práticas sociais da cor (vocabulário, vestuário) e suas implicações artísticas, levando em conta a ambivalência do preto, que ora pode significar elegância, ora luto.






