Mais que a “última revolução plebeia” ou “a primeira revolução proletária”, a Comuna de Paris foi uma experiência de autoinstituição, um evento autônomo e ousado por suas singularidades. Por conta disso, tornou-se uma linha divisória dos tempos – dos pensamentos, costumes e leis – estabelecendo um antes e um depois absolutamente antagônicos e irreconciliáveis. Negras tormentas – O federalismo e o internacionalismo na Comuna de Paris (Hedra, 368 pp., R$ 51), de Alexandre Samis, conta para o leitor do século XXI sobre a Comuna de Paris, respondendo questões levantas com o passar do tempo: Como foi possível realizá-la? Como foi o seu desenvolvimento? Qual o seu legado?






