Imprensa Oficial lança três biografias de jornalistas
PublishNews, Redação, 28/04/2010
Títulos integram a Coleção Imprensa em Pauta

Cada um ao seu estilo, Paulo Francis, José Ramos e Tinhorão e Roberto Muller Filho influenciaram de maneira decisiva o jornalismo brasileiro. Para contar a trajetória deles, a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo lança pela Coleção Imprensa em Pauta, hoje (28), às 18h30, na Livraria da Vila da Fradique (Rua Fradique Coutinho, nº 915. São Paulo/SP), os seguintes títulos: Paulo Francis – Polemista profissional (160 pp., R$ 20), de Eduardo Nogueira; Tinhorão, O legendário (280 pp., R$ 20), de Elizabeth Lorenzotti, e Roberto Müller Filho - Intuição, política e jornalismo (204 pp., R$ 20), de Maria Helena Tacchinardi.

Paulo Francis – Polemista profissional

O carioca Paulo Francis (1930-1997) foi um dos mais conhecidos e influentes jornalistas brasileiros de todos os tempos. Amado ou odiado, despertava paixões extremas sempre estimuladas por suas talentosas polêmicas. Francis desempenhou papel importantíssimo na resistência à ditadura militar. Foi um dos fundadores do “Pasquim”, em 1969, e mais tarde colaborou com os jornais “Folha de S. Paulo”, “O Estado de S. Paulo” e “O Globo”, além de fazer comentários na TV Globo. Suas polêmicas com artistas, políticos ou intelectuais – algumas delas antológicas – não deixavam ninguém indiferente.

O texto inicial da obra é a reprodução de um texto de Millor Fernandes, publicado 10 anos após a morte de Francis. A primeira parte do livro conta sua trajetória, desde a infância até sua consagração profissional. Depois, aborda algumas das principais polêmicas em que se envolveu, passa pelos livros que escreveu e encerra detalhando sua transformação de trotskista em conservador. A parte final do livro traz um ensaio fotográfico de Francis, produzido por Bob Wolfenson na década de 1990. A quarta capa tem assinatura de Ruy Castro.

Tinhorão, O legendário

Figura singular da história do jornalismo brasileiro, José Ramos Tinhorão construiu, a partir de seus artigos pioneiros sobre música e cultura popular, uma história da cultura urbana. Começou no jornalismo como copidesque, em 1952, no “Diário Carioca”, e seus primeiros artigos sobre música saíram em 1961, no “Jornal do Brasil”. Nacionalista convicto, rigoroso e intransigente com suas ideias – muitas delas controvertidas, que desafiavam consensos estabelecidos – o estudioso logo ganhou fama de chato.

Em 1980, abandonou o jornalismo para mergulhar ainda mais fundo nas pesquisas, que continuaram causando polêmica: ele demonstrou que o samba nasceu no Rio e não na Bahia, que a modinha nasceu no Brasil como dança e só depois chegou a Portugal como canção. O livro traça um perfil biográfico de Tinhorão ao mesmo tempo em que fala dos bastidores da imprensa carioca dos anos 1950 e 1960 e passa em revista as várias de suas querelas, como a que envolveu a bossa nova. Completa o volume uma copiosa antologia de textos de Tinhorão.

Roberto Müller Filho - Intuição, política e jornalismo

Criador do modelo que deu credibilidade e prestígio à “Gazeta Mercantil”, ainda nos anos 1970, Roberto Müller Filho transformou o jornal em uma das publicações mais importantes do país – referência nas áreas de economia, negócios, política e diplomacia. Ele assumiu o cargo de editor chefe da Gazeta Mercantil, em 1974, com a missão de transformar o jornal em uma publicação independente, influente e rentável. Escrito com base em longos depoimentos concedidos por Müller, o livro é um reencontro com quase cinco décadas da história do Brasil.
[28/04/2010 00:00:00]