Na Índia dos anos 1970, a vida de uma menina representa todas as contradições de uma terra de extremos. Além de fazer parte de uma família de classe média alta em um país marcado pela miséria, a jovem, de origem parse, frequenta uma escola católica em uma cidade na qual a maior parte da população é composta por hindus. Seu nome é Thrity Umrigar, cujas memórias, reunidas em A primeira luz da manhã (Nova Fronteira, 312 pp., R$ 39,90 – Trad. Regina Lyra), têm início na infância e seguem até sua partida para os Estados Unidos, duas décadas mais tarde. Antes se sentindo uma estranha em sua própria terra, Thrity tem sua vida mudada ao conhecer Jesse, uma menina cinco anos mais velha que usa jeans cor-de-rosa, calça tênis em vez de sapatos de salto alto, tem cabelos curtos e, principalmente, se interessa mais por livros do que por joias. E, com Jesse, o mundo da jovem entra então em contato com os universos de artistas como John Steinbeck, Hermann Hesse, Bob Dylan e Vincent Van Gogh.






