Você deve saber que Nelson Mandela passou 27 anos preso e foi o líder da luta conta o apartheid na África do Sul. Também que ele ganhou o Prêmio Nobel da Paz e chegou à presidência nas primeiras eleições livres de seu país. Mas não deve saber nada sobre a Copa do Mundo de Rúgbi de 1995. Em Invictus - Conquistando o inimigo (Sextante, 272 pp., R$ 29,90), o jornalista John Carlin narra aquela que talvez seja a passagem política mais bem-sucedida de nossa geração.
Em busca de uma causa capaz de unir brancos e negros, Mandela incentivou o time nacional, composto quase em sua totalidade por jogadores brancos. O que aconteceu no estádio no dia da final foi uma grande glória: perdão, libertação e celebração. O filme Invictus, baseado no livro de Cariln, e com direção de Clint Eastwood, estreou nas telonas no dia 29 de janeiro e concorre ao Oscar de melhor ator e melhor ator coadjuvante.
A escolha desse esporte parecia absurda. Por décadas, o rúgbi fora um símbolo do apartheid. Dessa forma, mais improvável que ganhar a Copa era o Springboks - o time nacional - conquistar o coração dos negros. Mandela precisava que o povo acreditasse no slogan "um time, um país". Ele teve de fazer os negros verem os jogadores como "nossos rapazes" e assegurar aos brancos que eles tinham um lugar de direito na nova nação. Para isso, mostrou-se um líder capaz de conter seus aliados e seduzir seus adversários. O tipo de coisa que acontece quando pessoas que conheciam apenas o ódio e o medo se libertam do fardo da história e superam suas diferenças.
O filme Invictus, baseado no livro de Cariln, estreou nas telonas no dia 29 de janeiro. Confira o site e o trailer do filme dirigido por Clint Eastwood, que tem Morgan Freeman na pele de Mandela e Matt Damon como capitão do time de rúgbi Springboks.






