Na última terça-feira, a Publishers Lunch noticiou que representantes da Apple estão em Nova Iorque para se encontrar com “representantes das seis maiores editoras dos EUA” (dentre elas a HarperCollins), mas nenhum acordo deve rolar antes do anúncio do novo Apple tablet na próxima quarta-feira, 27/1. De acordo com o The Guardian (matéria de Charles Arthur), Richard Charkin, diretor executivo da Bloomsburry, não vê a hora de também participar dessa negociação: “A Apple entrar no mercado é um acontecimento fantástico. Depois do Kindle, e-Books já são uma realidade – fomos surpreendidos positivamente com seu volume de vendas –, mas isso vai acelerar o processo. Para Mike Shatzkin, expert no mundo do livro digital, a grande sacada da Apple não é tanto o aparelho, mas sim o novo modelo de negócio, cuja mudança nas regras de vendas de e-Books provavelmente vai trazer um impacto muito maior do que o do tablet. Segundo a Publishers Lunch, o novo modelo negociado entre a Apple e os editores muda de “vendas no atacado” – que imita o mundo físico – para um modelo de “agência”. “Esse modelo se baseia no editor vendendo ao consumidor e, portanto, definindo o preço; e qualquer ‘agente’ que concretize essa venda recebe uma ‘comissão’. Como a comissão normal na App Store é de 30% e os descontos das editoras normalmente são de 50% sobre o preço de capa¸ os editores podem aumentar seu ganho mesmo que não recebam da Apple mais do que os 30%”, considera Shatzkin. (Não deixe de ler o artigo completo de Mike Shatzkin.) Para o The Bookseller (matéria de Philip Jones), o que está claro é a ansiedade dos editores para combater a política de preço de US$10 do Kindle, da Amazon.






