Em 1969, um filme de motoqueiro de baixo orçamento abalou Hollywood. Uma celebração despudorada do sexo, das drogas e do rock’n’roll, Sem Destino inaugurava uma década de fúria em que jovens e rebeldes diretores revigoraram a indústria cinematográfica. Em Como a geração sexo-drogas-e-rock’n’roll salvou Hollywood: Easy Riders, Raging Bulls (Intrínseca, 520 pp. R$ 44,90 – Trad. Ana Maria Bahiana), Peter Biskind nos faz embarcar na louca viagem que foi a Hollywood dos anos 70, uma época que produziu clássicos modernos como Bonnie & Clyde, O Poderoso Chefão, Chinatown, Shampoo, Nashville, Taxi Driver e Tubarão. O livro está disponível em duas opções de capa, identificadas por números de ISBN diferentes. A capa laranja, inspirada no filme Touro indomável (Raging Bull), com Robert De Niro em destaque - ISBN 978-85-98078-67-0 e a capa azul, inspirada no filme Sem Destino (Easy Rider), com Peter Fonda em destaque - ISBN 978-85-98078-68-7.
O livro recompõe a exuberância e o excesso daqueles tempos: o sucesso inesperado de Sem Destino e as igualmente alarmantes circunstâncias sob as quais foi feito, com drogas, bebidas e as violentas brigas entre os protagonistas, Dennis Hopper e Peter Fonda, tomando conta do set. Mostra por que uma pequena produtora chamada BBS tornou-se o guia espiritual da revolução jovem em Hollywood, e de que maneira alguns dos executivos da empresa ajudaram a contrabandear o líder inspirador dos Panteras Negras, Huey Newton, para fora do país. Depois do sucesso de Sem Destino, jovens recém-saídos das escolas de cinema se viram subitamente no comando, e diretores como Francis Ford Coppola, Peter Bogdanovich, George Lucas e Martin Scorsese tornaram-se figuras poderosas.
Baseado em centenas de entrevistas com diretores, produtores, estrelas, agentes, roteiristas, executivos dos estúdios e ex-esposas, o livro é a história dos bastidores da última era de ouro de Hollywood. Nunca tantas celebridades falaram tão abertamente umas sobre as outras ou sobre drogas, sexo e dinheiro, que fizeram muitas delas chegar ao fundo do poço – e nunca mais voltar. Alternando trechos que vão do hilário ao chocante, este trabalho de Peter Biskind é o “making of” definitivo sobre o trabalho e a vida em Hollywood.





