São Paulo e o Rio de Janeiro receberão, respectivamente, o escritor angolano José Eduardo Agualusa para o lançamento de seu livro A conjura (Gryphus, 190 pp., R$ 34,90). Nesta quarta-feira, dia 2, a partir das 19h, este, que foi o primeiro título do autor e que permanecia inédito no Brasil, será autografado na Livraria Cultura Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2073 - Loja 151 - Artes - São Paulo/SP). Já na quinta-feira, o evento acontece na Livraria da Travessa de Ipanema (Rua Visconde de Pirajá, 572. Tel.: 21 3205-9002), às 20h, e terá a participação da atriz e também escritora Maitê Proença. Ela comanda um bate-papo informal sobre o processo de criação do livro, as diferenças/semelhanças entre a nossa língua portuguesa e a relação África e Europa, além de organizar o debate com a plateia. Logo depois haverá a sessão de autógrafos.
A conjura é a primeira obra literária a debruçar-se sobre a sociedade crioula de Luanda no final do século XIX e leva o leitor a uma viagem pelo realismo mágico, os folclores e a história local. Ao longo de seis capítulos, Agualusa descreve a rotina dos moradores da velha cidade de São Paulo da Assunção de Luanda para onde eram enviados os condenados e bandidos de Portugal que se cruzavam com os nobres senhores africanos e seus escravos pelas ruas da cidade, entre os anos de 1880 e 1911.
Temas políticos e diferenças sociais, marcadas pela cor da pele e origem dos antecedentes, estão presentes em toda a obra. Entre tantas questões abordadas, é possível conhecer as histórias dos personagens através da narrativa do autor. Personagens como o barbeiro Jerónimo Caninguili e a jovem Alice e suas desventuras são acompanhados até o fatídico 16 de junho de 1911, data da fracassada tentativa em obter a independência do país. O romance mistura fatos reais com ficção e permite uma nova compreensão dos dias atuais, ao rever a história e questionar a política da época.





