Um dos poucos livros maia que sobreviveu à colonização europeia da América, o Popol Vuh, escrito na língua maia-quiché, é uma compilação de lendas que, juntas, formam uma concepção única da origem do mundo. Nele, o leitor encontra rituais de sacrifício, cenários míticos, seres extraordinários e mágicos que revelam a cultura e o sistema religioso das civilizações pré-colombianas que ocupavam o que hoje é a Guatemala e o sul da península de Iucatã. Em Os gêmeos do Popol Vuh (Edições SM, 80 pp., R$ 29 - Trad. Heitor Ferraz Mello) de Jorge Luján com ilustrações de Saúl Oscar Rojas, é narrada para o público infanto-juvenil uma dessas histórias de profunda beleza e de significados complexos. O enredo é centrado nas aventuras dos irmãos gêmeos Hun Ah Pu e X Balam Ke, que se aliam à natureza e usam a magia e o poder da palavra para derrotar as forças que governam o mundo dos mortos.






