O enigma de décima sinfonia
, Redação, 19/12/2008

Thriller literário que é sucesso editorial em mais de 10 países, A décima sinfonia (Primavera Editorial, 422 pp., R$ 44,80 – Trad.: Lizandra Magnon de Almeida) já está disponível nas livrarias nacionais. Repleto de mistério em torno da obra do maestro Ludwig van Beethoven e de um assassinato, o livro é assinado por Joseph Gelinek, pseudônimo de um musicólogo espanhol que faz referência a um pianista virtuoso: artista humilhado por Beethoven, em um duelo musical, na Viena do século XVIII. A Primavera Editorial adotou uma estratégia de marketing diferenciada para o lançamento – enviou a livreiros de todo o País convites para um concerto fictício. Na seqüência, remeteu telegramas cancelando a apresentação por conta do suposto assassinato do maestro. O livro é um dos primeiros no mercado nacional a estar alinhado às normas do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.

O título retoma a polêmica, ainda atual, sobre uma suposta maldição em torno daquela que seria a obra mais perfeita do músico, combinando com maestria ficção e fatos históricos sobre a vida de um dos grandes gênios da música. A trama tem como ponto de partida o envolvimento do musicólogo Daniel Paniagua em um concerto privado, no qual o maestro Roland Thomas irá interpretar a reconstrução da décima sinfonia de Beethoven. Após o concerto, o protagonista passa a desconfiar que Thomas tenha encontrado de fato a partitura original, embora a existência de tal peça não seja comprovada.

O livro já se tornou um sucesso editorial na Espanha, Coréia, Itália, Rússia, Alemanha, Grécia, Israel, Polônia, Portugal, Lituânia e Holanda. Com todos os elementos para se tornar um best seller, A décima sinfonia – objeto de disputa de editoras nacionais e estrangeiras na Feira de Frankfurt 2008 – guarda um mistério “real”: a identidade do autor Joseph Gelinek. Aficionado por literatura e cinema, Gelinek atua como colaborador de diferentes meios de comunicação, além de se dedicar à reconstrução e divulgação do repertório menos conhecido de Beethoven.

Na nota do autor, Gelinek destaca: (…) “Ainda hoje, continua sendo objeto de polêmica se Beethoven finalizou ou não uma décima sinfonia. No entanto, está totalmente comprovado que ele teve de fato a intenção de compô-la, depois do êxito apoteótico obtido com a Nona. Na correspondência preservada do músico, há várias alusões à Décima e, aparentemente, o surdo de Bonn planejou, durante algum tempo, que a Nona fosse totalmente instrumental, que o Hino à Alegria fosse uma cantata independente e que a Décima terminasse como uma peça vocal totalmente distinta. A reconstrução do primeiro movimento da sinfonia, a partir de um punhado de rascunhos deixados pelo compositor, tampouco é uma invenção literária, e há até uma versão gravada disponível no mercado.”

O ponto de partida da trama é quando o mundo da música clássica fica perplexo diante da notícia que o maestro Roland Thomas encontrou – e reconstruiu – o primeiro movimento da mística décima sinfonia de Beethoven. Entre os convidados de um concerto particular, encontra-se o jovem musicólogo Daniel Paniagua que, encantado com a qualidade excepcional da música, questiona se o músico de Bonn venceu a “maldição da décima” – crença de que os grandes músicos redundam em fracasso ao ultrapassar a marca da nona obra. O enredo se complica com o assassinato de Roland Thomas, encontrado horas depois do concerto com a cabeça decepada e um pentagrama tatuado no crânio. Pelo profundo conhecimento da vida e obra de Beethoven, Daniel é chamado pela polícia para ajudar a desvendar o caso.

Ajudado por uma juíza e um sagaz inspetor de polícia, o protagonista enfrenta influentes grupos – inclusive descendentes de Napoleão Bonaparte – que têm como único intuito se apossarem do “Santo Graal” da música clássica. As respostas para desvendar o enigma de A décima sinfonia estão no passado confuso de Beethoven, em um amor proibido e oculto… até agora. (...) “Beethoven odiava Napoleão. A ponto de ter retirado a dedicatória de sua Sinfonia Heróica quando soube que ele tinha traído a Revolução Francesa autoproclamando-se imperador.... Beethoven esteve, meu senhor, ligado à mais perversa das sociedades secretas daquele tempo, os Iluminati. Não se sabe que a Cantata pela morte do imperador José II, composta por Beethoven, foi financiada diretamente por essa seita.”
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