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11 de dezembro: Dia da Ficção Científica Brasileira
PublishNews, Silvio Alexandre, 13/12/2016
Em homenagem ao dia de nascimento de Jeronymo Monteiro, pai da Ficção Científica no Brasil, grupo de entusiastas propõe que o dia 11/12 seja o Dia da Ficção Científica Brasileira

Um dia para celebrar a ficção científica brasileira. Com essa ideia, um grupo de entusiastas se reuniu na Biblioteca Pública Viriato Corrêa – Temática de Literatura Fantástica, em São Paulo para o início de uma campanha: a criação do Dia da Ficção Científica Brasileira. A proposta é homenagear e valorizar toda a produção do gênero feita no Brasil. A data escolhida, 11 de dezembro, é o dia do nascimento do escritor Jeronymo Monteiro (1908-1970).

Jeronymo Monteiro é considerado o 'Pai da Ficção Científica no Brasil' | © Divulgação
Jeronymo Monteiro é considerado o 'Pai da Ficção Científica no Brasil' | © Divulgação
Jeronymo é um marco fundamental da literatura infantil e juvenil do Brasil. Foi um dos precursores do rádio-teatro, criador do primeiro detetive brasileiro e da primeira série policial. Mas, acima de tudo, é sempre lembrado como Pai da Ficção Científica Brasileira. Também foi tradutor, editor e organizador de extrema ousadia, Ele teve importante papel na construção de uma consciência brasilianista no gênero, numa época em que a ficção cientifica (FC) era desprezada pela intelectualidade. E que hoje, se mantém na invisibilidade.

Autor, entre outros livros, do romance Três meses no século 81 (publicado em 1947), foi diretor de redação da Magazine de Ficção Científica, da editora Globo, que, a cada edição, por iniciativa sua, publicava um autor brasileiro de FC. Foi fundador do Clube de Ciencificção (1964) e da Associação Brasileira de Ficção Científica-ABFC (1969), os primeiros do gênero no país.

No jornal a Folha de S.Paulo manteve a coluna “Panorama”, desde 1957 até seu falecimento. A coluna trazia notícias curiosas, assuntos brasileiros, divulgação científica, humor e muita descontração. Também manteve, desde 1958, a coluna “Admirável Mundo Novo”, de divulgação científica, com informações e contos de ficção científica, no jornal A Tribuna, de Santos.

Jeronymo também teve uma passagem importante ligada aos quadrinhos brasileiros, foi por exemplo, o primeiro editor de O Pato Donald, ocupando ainda as funções de tradutor, redator e secretário do início da editora Abril. Criou vários dos nomes de personagens Disney que subsistem até hoje no Brasil, como Tio Patinhas, Huguinho, Zezinho e Luizinho, entre outros.

Ao lermos a obra dele, é fácil perceber sua preocupação com a conduta humana. Ele aposta na felicidade do ser humano e sabe que parte dessa tarefa é responsabilidade do escritor que, com sua arte, abre a cortina da imaginação do leitor. Assim, como um visionário, ele buscou na imagem do futuro a forma de trazer essa felicidade.

O objetivo da criação de uma data comemorativa é reconhecer a importância de um fato ou de uma profissão, ou incentivar determinada atividade. Jeronymo Monteiro reúne todos os atributos para merecer esse reconhecimento!

O encontro contou com a presença de Helio Monteiro e Cris Monteiro Kayatt, filho e neta de Jeronymo Monteiro, em um bate-papo mediado pelo editor Silvio Alexandre e pelo escritor Luiz Bras. E ainda teve uma exposição de objetos, fotos e livros ligados ao escritor.

Além disso, os participantes receberam uma dobradura de papel de tsuru (grou ou cegonha), confeccionados especialmente para a ocasião pela escritora e designer gráfica, Tereza Yamashita, recém ganhadora do Prêmio Jabuti. Segundo ela, “o tsuru é um símbolo de paz e fraternidade, assim todos levariam a mensagem de Jeronymo de paz e a concórdia entre os homens”.

Como resultado desta primeira comemoração, já aparecem as primeira ações: o espólio das obras de Jeronymo Monteiro já acertou a publicação de dois de seus livros para o ano que vem. E o escritor Luiz Bras, criou o blog Ficção Científica Brasileira.

A apresentação do blog explica: “O planeta Brasil ainda não sabe que existem aqui dezenas de escritores produzindo uma ficção científica de alta qualidade. Se soubesse, eu não escutaria com tanta frequência a cândida interrogação: “Ficção científica brasileira, isso existe mesmo?” Existe, minha senhora. Existe, meu senhor. É principalmente pra vocês que inauguramos este espaço colaborativo, com o propósito de oferecer aos leitores mais curiosos e inquietos um ótimo cardápio de obras de FC brasuca. Invisibilidade não mais. Aventurem-se!”

Silvio Alexandre é editor e gestor cultural com formação em Letras pela USP. Criou e dirigiu diversas coleções de literatura fantástica e de quadrinhos. É o criador do Fantasticon – Simpósio de Literatura Fantástica e é membro da Comissão Organizadora do Troféu HQMIX.

[13/12/2016 10:34:00]
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