O Brasil parece estar mesmo na mira de profissionais do mercado editorial mundial. Patricia Seibel, brasileira responsável pela negociação de direitos na editora inglesa Kogan Page, anuncia que, em paralelo, acaba de abrir uma agência literária e consultoria em Londres para fazer negócios envolvendo o país.
Em relação à venda de direitos, Patricia afirma que o objetivo da Seibel Publishing Services é negociar direitos de obras da literatura mundial saindo do eixo Reino Unido-Estados Unidos e focando “principalmente em países cujos autores ainda são pouco publicados no Brasil”. Outra meta é promover autores brasileiros mundo afora. Ela conta que vendeu os direitos de Ágape, do padre Marcelo Rossi, para a Coreia do Sul, e agora negocia o livro na Polônia. Para os editores brasileiros, está promovendo os livros de Kim Hoon, um dos principais autores sul-coreanos da atualidade, que vendeu mais de um milhão de cópias de seu Song of the sword. Patricia também fechou acordo para representar a NB Publishers, editora da África do Sul, e a Humanitas, da Romênia.
“A ideia é utilizar o know-how que possuo na compra e venda de direitos de tradução e minha expertise na venda de e-books e licenciamento de conteúdo digital, adquiridos nos últimos 10 anos”, disse.
Em janeiro, o mercado brasileiro já havia recebido outra notícia sobre a criação de uma nova agência literária, quando Luciana Villas-Boas anunciou que deixará a diretoria editorial da Record no mês de março para abrir a Villas-Boas & Moss.







