O ‘Alma’ de Jacqueline Woodson
PublishNews, Redação, 27/03/2018
Temas como racismo, preconceito e identidade de gênero marcam a obra da vencedora do Prêmio Alma de 2018

Cerimônia em que foi anunciada a vencedora do Prêmio Alma 2018 | © Carlo Carrenho
Cerimônia em que foi anunciada a vencedora do Prêmio Alma 2018 | © Carlo Carrenho

O governo sueco anunciou, na manhã desta terça-feira (27), a vencedora do Astrid Lindgren Memorial Award (Alma), prêmio que dá 5 milhões de coroas suecas (o equivalente a R$ 2 milhões) a um autor, ilustrador ou promotor de leitura pelo conjunto de sua obra. A escolhida foi a norte-americana Jacqueline Woodson.

Na apresentação dentro da programação da Feira do Livro de Bolonha, o júri destacou que a autora, “numa linguagem tão leve quanto o ar, conta histórias de riqueza e profundidade retumbantes”. Nascida em Nova York em 1963, Woodson tem mais de 30 livros publicados, incluindo novelas, poesia e livros ilustrados. 

Ela começou a sua carreira escrevendo para adolescentes, mas depois ampliou e publicou também para crianças e adultos. 

Um dos seus maiores sucessos foi a sua autobiografia Brown girl dreaming (Penguin), de 2014, inédito no Brasil. Seus livros, normalmente, apresentam um ponto de vista feminino sobre as suas histórias. Racismo, segregação, injustiças social e econômica, preconceito e identidade de gênero são temas recorrentes na sua obra.

Woodson concorreu com 235 candidatos de 60 países, incluindo dois brasileiros: o ilustrador Roger Mello e a escritora Ana Maria Machado, ambos já ganhadores de outro prêmio importante na literatura infantil e juvenil, o Hans Christian Andersen, cujo vencedor de 2018 foi anunciado ontem.

[27/03/2018 10:23:00]