Confesso que vivi
Cenas esquecidas do passado das grandes cidades estão sendo recontadas por seus protagonistas, num esforço de historiadores para recuperar a memória do cotidiano nacional. No rastro do 450° aniversário de São Paulo, comemorado no ano passado, a prefeitura deu início a um projeto para recolher relatos de seus cidadãos mais antigos. Nos últimos nove meses, o projeto Memória Viva, Cidadania Ativa ouviu a história de vida de 62 idosos – que deve dar origem a um livro. “Fiquei feliz em participar”, alegra-se Amaro Pinheiro Silva. “Aos 70 anos, vejo que ainda sou útil e estou longe de pendurar as chuteiras”, diz. Há outros projetos semelhantes no país. Uma operação financiada pela Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Febrafarma) destacou 212 estudantes de Jornalismo de dez Estados do país, que mergulharam voluntariamente na realidade dos asilos e escreveram as memórias dos idosos. Os primeiros relatos foram compilados no livro Me Conte a Sua História, lançado em junho.
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