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O “mega-seller” dificilmente existiria sem a globalização, pelo menos não nessa magnitude. Roberto Feith, diretor da Objetiva, vê nesses livros características comuns, inclusive em termos de narrativa, especialmente na ficção. O segmento da autoajuda, diz, também é impactado pelos “superlivros”. “O fenômeno do mega-seller global é relativamente novo, existe há um par de décadas e impacta profundamente a indústria editorial. Ocorre no âmbito da ficção e no da autoajuda. Ora um gênero tem mais vitalidade comercial, ora o outro, dependendo do mega-seller do momento. Em qualquer gênero, os mega-sellers têm em comum a capacidade de se tornarem fenômeno pop, de consumo de massa, com abrangência global, multiplicado de forma viral pela recomendação boca a boca e, quase sempre, com uma versão em outras mídias, especialmente cinema e TV, que dão ao livro mais vigor comercial. São livros que, no Brasil, chegam a superar a marca de um milhão de exemplares”, diz Feith. O editor vê neles uma relação com a indústria de entretenimento americana, “devido a seu talento para construir enredos em torno de temas de forte apelo, com ritmo narrativo irresistível e uma grande capacidade de engajar o interesse e a emoção do leitor ou espectador.”
28 fevereiro 2009