Voz da solidariedade
No ano 2000, a atriz AnaLu Palma procurou o atual presidente da Academia Brasileira de Letras. Queria o apoio de Ivan Junqueira para um projeto: gravar em CD obras da literatura brasileira para deficientes visuais. A iniciativa foi aprovada e clássicos de Machado de Assis e outros bambas foram transformados em livros falados, nos estúdios da ABL. A coleção, chamada de Voz da Academia, partiu de uma percepção clara. É ínfima a quantidade de livros lançados para pessoas com dificuldades de enxergar. Por tabela, isso afasta os cegos da vida social, cultural e econômica do país. Pois AnaLu uniu a formação de atriz com a boa voz, gosto pela leitura e consciência social e fez dos livros falados um projeto de vida. Acaba de lançar o infanto-juvenil Livro Falado – Uma História para Ler, Gravar e Ouvir (28 pp., R$ 17), com versão em CD. A publicação apresenta projeto gráfico modesto, poucas páginas e dependeu de patrocínio. Não tem editora, nem pretende se transformar num best-seller. O maior objetivo é incentivar os leitores a gravar livros falados.
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