O prêmio que ninguém recebeu
Uma birra política pôs no limbo o mais tradicional reconhecimento à cultura do Rio de Janeiro: os prêmios Golfinho de Ouro e Estácio de Sá acabam de sair do vetusto mundo das artes e da intelectualidade para cair no terreno pantanoso dos tribunais. Foi aberto no dia 18 de dezembro, na 4a Vara de Fazenda Pública da Justiça do Rio, o processo no 2003.001.151609-9 – uma ação movida por dez dos 22 agraciados com as honrarias em 2002. Eles passaram 2003 inteiro esperando, mas viraram o ano sem ver os troféus nem a cor do dinheiro reservado aos premiados. São R$ 50 mil para cada um – descontando-se os juros e a correção monetária que estarão embutidos se vierem a ganhar a causa. É o primeiro abacaxi a ser descascado pelo acadêmico Arnaldo Niskier que nesta quinta-feira, dia 8, sentou-se na cadeira de secretário de Cultura do Estado do Rio de Janeiro.
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