A internet dos bilhões
O crescimento do comércio eletrônico (e-commerce) tem sido exponencial no Brasil, chegando a 100% ao ano em alguns setores, como educação e turismo, e a 30% na média do mercado. Segundo a empresa de pesquisas e-bit, o faturamento das lojas virtuais em 2002 foi de R$ 850 milhões, de R$ 1,2 bilhão em 2003, de R$ 1,7 bilhão em 2004 e a expectativa é de que 2005 feche em R$ 2,3 bilhões. E o presente, já muito bom, anuncia um futuro ainda mais promissor. Segundo estimativas da Forrester Reseach, haverá 30 milhões de compradores na Internet brasileira em 2010, e o faturamento do comércio eletrônico poderá atingir, então, cerca de R$ 13 bilhões. Um exemplo da pujança atual: em julho, 11 empresas participaram de uma promoção organizada pela Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico: Americanas, Extra, Livraria Cultura, Livraria Saraiva, Magazine Luiza, Marisa, Shoptime, Siciliano, Som Livre, Submarino e Tok&Stok faturaram R$ 25 milhões nessa LiquidaWeb - o que representou um crescimento de 77% sobre idêntica promoção realizada em 2004. O gasto médio por compra é de R$ 300 e os produtos mais procurados são os CDs, DVDs e vídeos, seguidos de perto pelos livros, revistas e jornais e, em menor volume, pelos produtos eletrônicos. Aos e-varejistas, um recado de Jakob Nielsen, "guru" da Internet e autor de Designing Web Usability, sobre a importância de se fazer um site agradável e lógico: "O e-consumidor é soberano, é quem decide se vai clicar, e onde, antes mesmo de fazer qualquer compra. Ainda que não saiba exatamente o que procura, é bom que o descubra no seu site."
9 dezembro 2005