Living inteligente
Arquitetos e decoradores adoram o que se convencionou chamar de coffee-table books, “livros para mesa de café” em inglês. Grandes e coloridos, eles custam de R$ 100 até milhares de reais, e são de preferência importados. Em geral, versam sobre arte, fotografia, gastronomia, jardinagem. São os preferidos para o living. “Os livros dão um peso ao ambiente. Transmitem uma idéia de bagagem, sofisticação”, explica a designer de interiores Jóia Bergamo. “Mais de 80% dos meus clientes pedem que eu compre livros. Não importa o autor ou quanto custará. O importante é rechear as estantes”, conta outra famosa arquiteta de São Paulo. “São os mais vendidos por serem os mais bonitos. Pena que nem todos os compradores saibam o real valor dessas obras”, afirma um livreiro que está driblando a crise investindo nesse filão. Hoje, ele faz mais negócios com decoradores e arquitetos que com amantes sinceros da arte e da literatura. “Os livros aquecem o ambiente”, resume a arquiteta Brunete Fraccaroli. Em geral, a clientela chique se contenta com alguns livros vistosos no living e outros espalhados nas demais peças da casa. Mas há quem vá mais longe. “Não existe coisa mais triste do que comprar livros por metro para montar uma biblioteca. Isso angustia a gente, mas acontece”, desabafa Jóia.
(O PublishNews chama a atenção para os quadros de dicas publicados junto com esta matéria e que têm os seguintes títulos: “Como parecer letrado”, “Como criar um ambiente naturalmente cultivado” e o semi-inacreditável “Como montar uma biblioteca sem ler”.)
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