Brasileiro lê pouco, mas as editoras insistem
Nos últimos cinco anos, cerca de 90 novas editoras surgiram no Brasil. O mercado editorial no Brasil agrega cerca de duas mil editoras e movimentou no ano passado R$ 2,2 bilhões. A taxa de mortalidade das editoras é bastante baixa. Daquelas abertas nos últimos anos, apenas 5% fecharam as portas. Com a obra completa de Paulo Francis, morto em 1997, a W11 Editores marca sua estréia no mercado editorial. Para 2003, estão programados 150 títulos. A editora é comandada pelo jornalista Wagner Carelli e pela escritora Sônia Nolasco. Nos primeiros seis meses, estão investindo US$ 150 mil, e esperam começar a reaver o capital em quatro meses. Há quatro anos no mercado, a Editora Hedra já lançou 50 livros. Com crescimento de 10% em relação a 2001, a editora deverá faturar R$ 400 mil este ano. De acordo com o proprietário, Jorge Sallum, este aumento se deve às vendas de livros didáticos negociados com o governo. Sérgio Pinto de Almeida, editor da Papagaio Editorial, criada há dois anos, investiu R$ 50 mil e o retorno ainda está aparecendo. Em 2002 lançou quatro títulos. Para 2003, Almeida pretende lançar pelo menos mais cinco edições. Também com 10% de crescimento, a Editora Estação Liberdade deverá faturar este ano R$ 1 milhão. Com pouco mais de seis anos no mercado, a Estação Liberdade lançou 150 livros. Musashi, um romance japonês, já vendeu cerca de 60 mil cópias. A Ateliê Cultural está há oito anos no mercado, e a previsão, segundo o editor Plínio Martins, é de um crescimento de 30% para 2002, devendo faturar R$ 300 mil, com 40 títulos lançados.
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