Publicidade
Voltar

Diário Comércio Indústria

Didáticos e religiosos puxam mercado editorial

Os novos canais de distribuição de livros, como as bancas de jornais e os supermercados, e o aumento de vendas dos livros religiosos e didáticos estão ajudando a puxar o crescimento do mercado editorial brasileiro. De acordo com levantamento feito pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), enquanto o crescimento total do mercado editorial foi de quase 19% entre 2004 e 2005, as vendas em supermercados cresceram, no período, mais de 60%. Em bancas de jornal, o aumento foi de 48,19%, enquanto nas escolas os índices subiram em quase 35%. Outro fator que elevou a tiragem nos chamados novos canais é o investimento das editoras em publicações de preço acessível. O segundo setor que mais cresceu no período foi o de livros religiosos. Ficou atrás apenas dos títulos didáticos, relacionados à educação básica e ao Ensino Médio. O setor religioso, segundo a CBL, produziu mais de 31 milhões de cópias.

4 abril 2007

Livrarias projetam expansão de 15%

As livrarias estão com planos de expansão para o final deste ano e 2007. De olho nas vendas para o Natal, projetam um aumento médio de 15% no volume de vendas para dezembro deste ano, sobre a mesma data do ano passado. Enquanto algumas redes, como Livraria Nobel e Siciliano, apostam na abertura de franquias, outras, como a Livraria da Vila e a Livraria Cultura, aceleram a abertura de lojas próprias. A Nobel tem 151 franquias e abrirá mais nove até o fim do ano, uma em Angola. Para 2007, a empresa abrirá franquias nos Estados Unidos, em Miami e Nova York. Já a Siciliano tem 62 lojas (10 são franquias) e abrirá mais seis unidades até o final deste ano.

30 agosto 2006

Nobel investe em cafeteria e locadora nas lojas

Além de vender livros, artigos de papelaria, cd's e dvd's, a Nobel tem em algumas de suas unidades a locadora Nobel Vídeo. Segundo Eduardo Pires de Oliveira, gerente de expansão da Nobel, a rede dá a opção para cada franqueado escolher alguns produtos que serão mais vendidos, de acordo com o perfil do cliente de cada local onde a franquia será aberta. A Nobel está avançando também em outras marcas e inaugurou este ano o Vanilla Café, uma cafeteria que segue o mesmo modelo de franquias da rede.

30 agosto 2006

Google lança site de busca de livros para sua base de usuários

O Google Inc, maior site global de busca de informações, lança ainda esta semana no Brasil o "Google Books Search" (Google Pesquisa de Livros), no endereço "O serviço é grátis para os usuários, assim como para os editores. O nosso interesse está na atração de mais usuários para a nossa base", explica Marco Marinucci, diretor de desenvolvimento de parcerias estratégicas do Google Inc. O Google Books Search terá duas frentes de negociação. Uma delas, a mais adiantada, é a parceria com as editoras. O resultado das buscas remete o usuário a informações sobre as editoras e onde o livro é vendido, tanto em lojas virtuais como em locais físicos. Neste último caso, o site usará um recurso adicional: a visualização do local com imagens de satélite, recurso possível por meio de ferramenta da própria empresa, o Google Map. A parceria com bibliotecas será o passo seguinte do serviço.

25 agosto 2006

Fnac contratará 180 só para as lojas paulistanas

A filial brasileira da Fnac, rede varejista francesa de produtos de informação, como livros e revistas, e de eletros, informou ontem que contratará 180 novos funcionários para suas três lojas na capital paulista — duas das quais funcionam na avenida Paulista e no bairro de Pinheiros, e uma terceira que será aberta no Morumbi Shopping, zona sul de São Paulo, até o final deste ano. Segundo informações da empresa, pouco mais de 100 funcionários serão contratados só para a loja do Morumbi. Os cargos incluem desde a função de diretor de loja e gerentes de departamentos a caixas. O período de inscrição vai de 30 de julho a 10 de agosto, no site

28 julho 2006

Brasileiro lê pouco, mas as editoras insistem

Nos últimos cinco anos, cerca de 90 novas editoras surgiram no Brasil. O mercado editorial no Brasil agrega cerca de duas mil editoras e movimentou no ano passado R$ 2,2 bilhões. A taxa de mortalidade das editoras é bastante baixa. Daquelas abertas nos últimos anos, apenas 5% fecharam as portas. Com a obra completa de Paulo Francis, morto em 1997, a W11 Editores marca sua estréia no mercado editorial. Para 2003, estão programados 150 títulos. A editora é comandada pelo jornalista Wagner Carelli e pela escritora Sônia Nolasco. Nos primeiros seis meses, estão investindo US$ 150 mil, e esperam começar a reaver o capital em quatro meses. Há quatro anos no mercado, a Editora Hedra já lançou 50 livros. Com crescimento de 10% em relação a 2001, a editora deverá faturar R$ 400 mil este ano. De acordo com o proprietário, Jorge Sallum, este aumento se deve às vendas de livros didáticos negociados com o governo. Sérgio Pinto de Almeida, editor da Papagaio Editorial, criada há dois anos, investiu R$ 50 mil e o retorno ainda está aparecendo. Em 2002 lançou quatro títulos. Para 2003, Almeida pretende lançar pelo menos mais cinco edições. Também com 10% de crescimento, a Editora Estação Liberdade deverá faturar este ano R$ 1 milhão. Com pouco mais de seis anos no mercado, a Estação Liberdade lançou 150 livros. Musashi, um romance japonês, já vendeu cerca de 60 mil cópias. A Ateliê Cultural está há oito anos no mercado, e a previsão, segundo o editor Plínio Martins, é de um crescimento de 30% para 2002, devendo faturar R$ 300 mil, com 40 títulos lançados.

26 novembro 2002