Reforma elimina imediatamente o incentivo à cultura
O último parecer da reforma tributária, apresentado ontem à noite pelo relator Virgílio Guimarães (PT-MG) à comissão especial da Câmara, traz poucas mudanças, em relação ao relatório anterior, na questão do financiamento da cultura. Estende de três para oito anos o prazo para que os projetos culturais já aprovados em leis estaduais de incentivo sejam concluídos. Mas esse período de transição não vale para novos projetos. Quem ainda não teve seu projeto aprovado, deverá buscar outra fonte de financiamento, caso a reforma seja aprovada como está. A proposta defendida pelo Ministério da Cultura, de criação de fundos estaduais de cultura, foi mantida neste relatório da reforma. Mas, assim como na versão anterior, os estados ficam apenas facultados (e não obrigados) a criarem esses fundos, que podem ser abastecidos com no máximo 0,5% do ICMS. A previsão é que a reforma tributária seja votada na comissão especial ainda nesta semana. Caso seja aprovada sem modificações, ela vai a Plenário, onde poderão ser incluídas, como destaques para votação em separado (DVS), propostas de emendas em favor das leis de incentivo. Mas há pouca probabilidade de que alguém proponha isso.
19 agosto 2003