Escrita feminina
Mulher, mulheres
Preconizada por Virginia Woolf, na década de 1930, defendida pelas feministas européias de 1970, uma “escrita feminina” ganhou corpo (e forma) na literatura, sim senhor – queira-se ou não. Mulheres escritoras (ficcionais e não-ficcionais) têm voz própria, estilo próprio, linguagem própria, temática própria, longe de “simplesmente reproduzirem modelos falocêntricos, caracterizados por racionalismos e pragmatismos” como acentua a ensaísta Luce Irigaray. A contrapartida, segundo ela, é uma “subjetividade feminina, marcada por uma escrita mais sensorial e sensível, mais poética, lírica mesmo, uma escritura com o corpo e a alma, maior liberdade de escrita”. E isso, não há dúvidas, emergiu mais claramente e intensamente no e por obra e efeito do chamado pós-modernismo. Apesar das (para alguns, incontornáveis) dificuldades para definição precisa do que seja uma escrita feminina, eu particularmente entendo existir uma “literatura feminina” com elementos, valores e vetores próprios – que só fazem acrescentar e enriquecer a Literatura – e a Cultura, em geral.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta



