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Agência Carta Maior

Sayad assume falando em excluídos

O economista João Sayad é o novo secretário de Estado da Cultura de São Paulo. Com fama de progressista na política econômica, Sayad, amigo de Serra, diz que sua gestão será de serviço público, pensando no apoio às formas de expressão e fruição artística que estejam sufocadas. O secretário, no entanto, não quis conversar com a imprensa para expor suas idéias e esclarecer qual modelo de gestão deve seguir. O cineasta João Batista de Andrade entregou o cargo depois de vinte meses na função na terça-feira (02/01).

8 janeiro 2007

O militante cultural que virou secretário

Em maio de 2005, o cineasta João Batista de Andrade assumiu a Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, a convite do então governador Geraldo Alckmin (PSDB) com a perspectiva de trabalhar baseado em um tripé que contasse com a prestação de serviços com os espaços públicos, projetos para regiões excluídas socialmente e o incentivo à produção. Em, entrevista exclusiva, o secretário fala sobre os desafios em estar à frente da Cultura no Estado de São Paulo.

27 novembro 2006

Histórias de sebos

A Feira do Livro de Porto Alegre está aí e é tempo de a gente se reencontrar, na praça, com o livro. Um objeto maravilhoso, que passou o teste do tempo (afinal, foi inventado há mais de 500 anos) porque é fácil de manejar e é prático: dá para ler até no banheiro. Mais do que isto, o livro sempre foi considerado um símbolo, a porta de entrada para o conhecimento, para a sabedoria. E por isso era, e é, muito valorizado. Os imigrantes alemães que vinham para o RS, pessoas pobres, traziam muito pouca coisa. Mas livros (a Bíblia, ao menos) nunca faltavam na modesta bagagem deles. Houve época em que livro era um bem precioso, um acervo que deveria ser cuidadosamente preservado. Mas a indústria gráfica desenvolveu-se e o mercado livreiro cresceu. Nos Estados Unidos aparecem mais de 100 mil títulos novos ao ano. A oferta é, portanto, muito grande. O que é ótimo. Acontece, porém, que apesar de todas suas qualidades o livro tem um defeito: ocupa espaço.

7 novembro 2006

Para ler o mundo

A leitura sempre foi um problema no Brasil. Lê-se muito pouco por aqui. Segundo uma pesquisa o brasileiro lê 1,8 livros por ano. É realmente entristecedor. Por isso, o governo federal, lançou em 2006 o Programa Nacional do Livro e Leitura, o PNLL, que consiste numa intenção de realização de – pasmem! – 185 ações para aumentar este índice. Mas lendo sobre algumas dessas possíveis ações do Programa não vislumbrei avanços nesta questão. E tudo porque penso que o cerne da mesma não foi mirado. Explico: por que o brasileiro lê tão pouco? Simples. É porque não temos uma educação que realmente incentive este hábito e também porque a distribuição de renda no país é bastante injusta. Para ler na íntegra o texto de Ronaldo Teixeira, clique no título desta nota.

26 junho 2006

Estão escondendo os corpos porque é tudo execução

Em entrevista à Carta Maior, o escritor Ferréz denuncia onda de matança na periferia: "Estão escondendo os corpos porque é tudo execução, com tiro na cabeça. Hoje os policiais estão desfilando aqui na rua com touca ninja e camisa Le Coq, que é um grupo de extermínio da polícia". Clique no título desta nota e leia a entrevista na íntegra.

19 maio 2006

A feira do livro mais longa do mundo tinha de ser argentina

Arrogantes, fanfarrões e irresponsáveis são apenas alguns dos muitos qualificativos que costumam ser atribuídos aos argentinos. Verdade ou falácia, a imagem que fazem de si mesmos e sua propalada mania de grandeza já foi incorporada ao repertório local. Nem a situação dramática do país nos últimos anos abalou a auto-estima dos nossos vizinhos do rio da Prata, ou fez que perdessem a pose. Agora, ostentam o que talvez seja um recorde mundial: o de organizar a feira de livros de maior duração, a Feria Internacional del Libro de Buenos Aires, que funciona durante exatas 3 semanas, de 18 de abril a 8 de maio. No Brasil temos um parente próximo na grandiloqüência temporal, a feira de Porto Alegre. A 32ª edição da feira que promete "El libro del autor al lector" - neste ano o lema adotado é "Los libros hacen historia" - acontece no prédio de exposições La Rural, organizada pela Fundación El Libro. Esta congrega seis associações ligadas ao setor, como a Câmara do Livro, associações de escritores, de livrarias e de gráficos, entre outras. São 1.424 os expositores anunciados (contra 1.399 do ano passado), de 35 países diferentes, distribuídos nos 36 mil metros quadrados da feira. No espaço brasileiro, organizado pela Embaixada do Brasil em Buenos Aires, encontram-se obras de 54 editoras. Além dos títulos expostos, promove-se uma série de eventos, como mesas-redondas, leituras de poesia, apresentação de autores que estão sendo traduzidos na Argentina, como Milton Hatoum, e nomes da nova geração de poetas, como Joca Reiners Terron. Mas o grande destaque desta edição foi a participação de Ana Maria Machado, que visitou escolas onde se ensina português.

25 abril 2006

Salão do Livro de Paris

Terminou nesta quarta-feira, dia 22, o Salão do Livro de Paris com cerca de 180 mil visitantes, 1.200 editoras, sendo 300 estrangeiras, e em meio aos 500 estandes distribuídos em 50.000 m² de exposição. A 26ª edição do evento, sob o slogan: "Le Salon du Livre de Paris: le lieu de tous les possibles" [Salão do Livro de Paris: o lugar de todos os possíveis], tem como tema o "Francofffonies" - festival da francofonia -, iniciado em 16 de março e que vai até 9 de outubro, homenageando o 100° aniversário de Léopold Sédar Senghor (escritor e presidente do Senegal de 1960 a 1980). Criado em 1981, por Henri Flammarion, o salão de Paris ganha importância a cada ano e atrai um grande número de editores, livreiros, escritores e agentes literários, mas é voltado essencialmente ao público-leitor. A presença brasileira no salão ficou a cargo da Liga Brasileira de Editores (Libre), representada por Araken Ribeiro (da editora Contra Capa), Mary Lou Paris (editora Terceiro Nome) e Ivana Jinkings (da Boitempo Editorial). Ocupamos parte dos 45 m² do estande organizado pela Aliança de Editores Independentes - que congrega 70 editoras de 40 nacionalidades diferentes -, de que fizeram parte também os representantes da Associação de Editores Africanos Francófonos, a Afrilivres. Apesar de fazer parte do catálogo impresso do Salão do Livro de Paris, o estande oficial brasileiro esteve ausente dessa 26ª edição. A razão, segundo informações dos organizadores em Paris e de brasileiros que trabalharam pelo Brasil em anos anteriores, é de que as contas do nosso estande em 2005 não foram pagas pela Biblioteca Nacional (à época sob a direção de Pedro Correia do Lago). Numa rápida observação, pode-se dizer que o processo de concentração editorial na França também avança, porém a passos menos largos. As editoras pequenas - que aqui, como no Brasil, são as que mais se preocupam em manter a diversidade bibiográfica e as que não se submetem ao processo perverso de mercantilização da cultura - no país de Balzac contam em geral com subsídios dos governos municipais e regionais de esquerda. As livrarias independentes, que obedecem à lei do preço único da mesma forma que as redes, resistem ainda. Em Paris, ainda não pegou a moda de venda de vitrines tão em voga em outras grandes cidades dos EUA e... do Brasil! Aqui, tal como no Brasil, faltam políticas públicas para o livro. Mas o toque inicial está dado. Esperemos.

24 março 2006

Coleção de livros discute Cultura e Mercado

Projetada para se tornar a grande referência bibliográfica do assunto, a coleção Visões da Cultura - uma co-edição do Instituto Pensarte e Editora Escrituras - traz textos e estudos de autores renomados no setor cultural, buscando contribuir para os novos rumos do setor no país. Aborda questões fundamentais, como diversidade cultural, leis de incentivo e instrumentos para o desenvolvimento de projetos culturais. Os dois primeiros volumes são Cultura Neoliberal e Projetos Culturais, já em sua 5ª edição. Mais quatro outras obras estão por integrar a coleção: Diversidade cultural, Mercado cultural, Democracia audiovisual e Artes sob pressão.

30 agosto 2004

Mais bibliotecas em São Paulo

A secretária de Estado da Cultura, Claudia Costin, inaugurou nesta quinta-feira, 22 de julho, mais três das 50 bibliotecas circulantes planejadas para os conjuntos habitacionais do CDHU. A criação das bibliotecas nos conjuntos habitacionais é uma ação do projeto São Paulo: um Estado de Leitores e foi possível graças a uma parceria da SEC com a CDHU.

26 julho 2004

O Mundo da Literatura trata do best-seller com visão mercadológica e autoral

A atração O Mundo da Literatura da STV - Rede SescSenac de Televisão traz, no mês de julho, dois programas sobre best-sellers. O primeiro episódio faz uma análise mercadológica sobre o tema, entrevistando o jornalista e crítico literário Rinaldo Gama e a editora carioca Luciana Villas-Boas. O segundo programa traz a visão do autor com a participação dos escritores Letícia Wierzchowski e Milton Hatoum. Eles falam sobre a experiência de encabeçar a lista dos autores mais vendidos e como lidam com o êxito editorial. As atrações vão ao ar respectivamente nos dias 15 e 29 de julho, às 23h30.

13 julho 2004