Publicidade
Publicidade
Voltar EVENTOS LITERáRIOS

Luana Navarro leva ao México fotolivro criado com retratos feitos por desconhecidos

19 de outubro de 2026
3 min de leitura
6wQmPZpLeXNHBwrC1C75glwKApCaXtAnGn4C8ooKrQhrRIQDParj7Xhg2OkokpnOOFQ6jDKFPk1zZSZO

Publicado pela Telaranha, 'Por favor, você poderia fazer uma foto?' será lançado nesta terça-feira (20), em Torreón, com fotografias feitas por desconhecidos durante uma viagem da artista ao Japão

Publicidade
Publicidade

A fotógrafa e artista visual brasileira Luana Navarro lança nesta terça-feira, 20 de outubro, o fotolivro Por favor, você poderia fazer uma foto? (Telaranha) na Livraria La Libre, em Torreón, no México. Promovido pelo Laboratorio Continuo de Prácticas Artísticas (LCPA), o encontro é mais uma parada na circulação internacional da obra, que mistura fotografia, ficção e performance. No último sábado, 17, o livro também foi apresentado no festival E-FOLIO, no Centro de la Imagen, na Cidade do México, com apoio da Funarte.

O projeto nasceu durante uma viagem de Luana ao Japão. Usando perucas, maquiagem e outros adereços, a artista assumia a aparência de personagens fictícias e pedia a desconhecidos que a fotografassem nas ruas. Essas imagens foram reunidas a outras fotografias de paisagens, passantes e modelos de cabines fotográficas, criando um jogo em que as personagens aparecem e desaparecem ao longo das páginas. Cabe ao leitor encontrá-las, numa espécie de Onde está Wally? fotográfico.

“Fotografias contêm quase sempre pequenas surpresas, tenham sido elas feitas como autorretrato ou por outras pessoas. Algo sempre escapa e aparece ali, como um detalhe, um rastro ou expressão inesperada. Ainda que pensemos que ao fotografar temos o controle daquilo que está diante de nós, não há controle total. E isso me interessa muito na fotografia, o que escapa no momento do clique”, afirma Luana ao PublishNews.

Publicidade

“Com esse gesto, Luana nos revela, por um lado, que posar é fingir, é encarnar uma farsa”, escreve Veronica Stigger na quarta capa do livro. Para a escritora, a performance também convida a pensar nas máscaras que usamos diante do desconhecido.

A experiência continua no próprio objeto editorial. O fotolivro inclui uma cartela de adesivos com a qual o leitor pode montar a própria capa, além de fotografias soltas que podem ser reorganizadas entre as páginas.

Lançado em março de 2026, Por favor, você poderia fazer uma foto? já passou pela Feira do Livro do MIS (FLIMIS), em São Paulo, pela feira de fotolivros Photo London, em Londres, e pela StgoFoto, em Santiago, no Chile, onde Luana foi a única brasileira finalista da premiação deste ano. A obra também foi selecionada para a Convocatória de Fotolivros do Festival ZUM 2026.

A visita ao México tem sido um manancial de oportunidades, tanto para conhecer outros artistas quanto para discutir as possibilidades do livro como suporte para a fotografia. “No México tem muita gente produzindo e discutindo os fotolivros. Aqui tem um ambiente crítico e experimental interessantíssimo. Durante o E.FOLIO, pude conhecer outros artistas que pensam o espaço impresso como suporte final da obra, com temas muito diversos, mas todos muito comprometidos em pensar que destino damos às imagens que fazemos hoje. Em um mundo de tantos excessos, conseguimos criar contexto para a existência de nossos trabalhos”, conta a artista ao PN.

Compartilhar:
Monica Ramalho

Leia Também

Gostou deste conteúdo?

Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email

Toda segunda e quinta
Publicidade