A trilha do lixo pelo mundo
Autor mostra como o silêncio sobre o assunto é político e serve para que os maiores produtores e exportadores de detritos mantenham encoberta a sujeira, literal e moral, de uma globalização tenebrosa que vem de longe.
Para escrever As guerras de lixo (Zahar, 400 pp, R$ 119,90 — Tradução: Berilo Vargas), o jornalista Alexander Clapp passou dois anos seguindo o rastro do lixo pelo mundo. Conversou com gângsteres da reciclagem em, desmanteladores de cruzeiros na Turquia, catadores de plástico na Tanzânia, ativistas do meio-ambiente na Guatemala e jovens que desmontam e queimam celulares e televisores ocidentais por centavos a hora em Gana. Com isso, constatou que grande parte do nosso lixo tem uma vida posterior secreta. Enquanto uma parcela é enterrada ou jogada na beira de estradas, outra bem maior não tem mais onde ser posta e precisa sumir da vista das populações ricas.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta


