Trajetórias intelectuais tão inquietas quanto influentes
Com pulso de romancista e curiosidade jornalística, Eilenberger conduz o leitor pela filosofia de quatro grandes pensadores
O ano é 1949. A Segunda Guerra Mundial terminou há pouco, mas o mundo que emerge da catástrofe ainda está para ser nomeado. Das ruínas materiais do pós-guerra, Wolfram Eilenberger parte para narrar a vida e o pensamento de quatro autores que transformariam nossa maneira de compreender a cultura, a ciência e a própria ideia de humanidade. O tema de Fantasmas do presente (Todavia, 496 pp, R$ 149,90 — Tradução: Claudia Abeling) é o nascimento intelectual do nosso presente: um mundo que já não consegue acreditar ingenuamente na razão, na arte, na ciência, na democracia e no progresso, mas que não pode abrir mão dessas promessas. O resultado é uma obra de fôlego sobre quatro espíritos inquietos: Paul K. Feyerabend, Michel Foucault, Theodor W. Adorno e Susan Sontag.
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