O que os mitos e as filosofias revelam sobre nossos afetos sombrios
Autor explora como narrativas míticas de diversas tradições percebem os impulsos ancestrais de fúria e temor
Em Medo e raiva (HarperCollins, 192 pp, R$ 54,90), o filósofo Renato Noguera busca desconstruir estereótipos acerca desses afetos sombrios, compreendendo-os como o que são: pulsões primárias tão dignas e naturais quanto a alegria e o amor. O autor explora como narrativas míticas de diversas tradições ― como a iorubá, a judaico-cristã, a guarani, a inuíte e a japonesa ― percebem os impulsos ancestrais de fúria e temor. A orixá Nanã nos fala sobre o medo diante da finitude. Já Ogum, da raiva que explode quando o coração é esquecido. Kali e Durga, por sua vez, são deusas que trazem uma mensagem de que a potência destrutiva pode se transformar em força regeneradora.
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