Sonhos adolescentes e crueldades adultas
Em abril de 2020, com a pandemia de covid-19 se aproximando em Tóquio, Hana se depara com um nome familiar no noticiário
Mieko Kawakami oferece em As irmãs de amarelo (Intrínseca, 496 pp, R$ 89,90 — Tradução: Rita Kohl) a sua maneira única de reinventar o romance policial. Trata-se de uma visão fascinante, sob a perspectiva de uma garota, do que significa crescer pobre no Japão. Em abril de 2020, com a pandemia de covid-19 se aproximando em Tóquio, Hana se depara com um nome familiar no noticiário: Kimiko Yoshikawa, de 60 anos, está sendo acusada de cárcere privado. O impacto dessa descoberta leva Hana ao passado. À medida que desenterra memórias de sua adolescência difícil, a narrativa nos leva de volta a 1998 — uma época economicamente conturbada que lança os mais jovens e vulneráveis para as margens da sociedade.
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