Helena T lança livro de contos sobre desejo, amor e finitude pela Patuá
Em seu 11º livro, escritora carioca que mora entre São Paulo e Lisboa reúne histórias em que erotismo, perdas e desencontros costuram as relações humanas
A escritora Helena T lança Enterrarei minha mulher num cemitério todo branco (Patuá), o seu 11º livro voltado ao público adulto. A coletânea reúne contos sobre relações amorosas, desejo, erotismo, perdas e morte, aproximando prazer e finitude em histórias sobre encontros e desencontros humanos e terá lançamento nesta terça-feira, 29 de setembro, às 19h, na Livraria Patuscada (Rua Luís Murat, 40, na Vila Madalena — São Paulo/SP).
O título vem de um dos contos da obra, que acompanha personagens às voltas com situações-limite e desejos nem sempre fáceis de nomear. Entre eles estão uma mulher que recolhe coroas de flores de cemitérios e as transforma em arranjos para casamentos e batizados; um homem apaixonado pela própria terapeuta que não aceita receber alta; e uma mulher que encontra em galãs inalcançáveis uma forma de sobreviver às frustrações do casamento.
Ao longo do livro, Helena explora as aproximações entre amor e morte e reserva ao erotismo um lugar que ultrapassa a representação do desejo.
“O que me interessa é esse lugar em que o desejo e a perda se encontram. Talvez porque amar também seja lidar, o tempo todo, com aquilo que pode acabar. O desejo nos aproxima da vida, mas também nos lembra daquilo que não podemos segurar para sempre. Acho que é desse lugar, entre o encantamento e a finitude, que nascem muitas das histórias deste livro”, afirma a autora no release enviado à imprensa.
Carioca e atualmente dividindo o seu tempo entre São Paulo e Lisboa, Helena T estreou em livro em 2006, com Filhos felizes na escola, no qual incorporou à escrita a sua experiência como psicóloga. Na ficção, publicou títulos infantis como Melindrosa, a galinha constipada (2018) e O dia em que Leopoldo Eugênio Augusto Roquefort, rei L.E.A.R., quase perdeu a majestade (2019).
Na literatura adulta, é autora de Máscara para um rosto nu (2019), Luz de néon (2021) e do romance Ilhéus (2023). O conto Erógena zona, de Máscara para um rosto nu, integrou a coletânea O corpo desvelado, organizada por Eliane Robert Moraes e publicada no Brasil e em Portugal. Em 2026, Helena voltou à literatura infantil com Também se chamavam sonhos, o seu décimo livro. São 20 anos de literatura!
Enterrarei minha mulher num cemitério todo branco já está disponível no site da Patuá e, segundo a editora, chegará em breve a outras plataformas e livrarias.
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