Humanidade fragilizada dos migrantes
Patrick Chamoiseau evoca, de forma impactante, o drama recente ― e muito atual ― dos refugiados na Europa
Publicado em 2017 na França, Irmãos migrantes (Editora 34, 120 pp, R$ 64 — Tradução de Prisca Agustoni) é um ensaio e manifesto poético-político no qual Patrick Chamoiseau evoca, de forma impactante, o drama recente ― e muito atual ― dos refugiados na Europa. Assim fazendo, solidariza-se com cada vida que compõe uma das maiores catástrofes de nosso tempo: as migrações forçadas. O livro, dividido em dezoito breves capítulos escritos num estilo de ensaio livre, constitui um hino à hospitalidade e à tolerância, contra o embrutecimento do mundo. Nesse manifesto-ensaio a literatura se faz voz e grito, suscita outros “possíveis”, intui novos caminhos. É por meio da imaginação e da criatividade da linguagem que o autor reage à dimensão trágica dos acontecimentos. Valendo-se da poética relacional de Édouard Glissant, que também é a sua, o autor coloca leitores diante dos fatos e da humanidade fragilizada de quem os vive, conclamando os leitores a também reagirem, a se implicarem e tomarem parte em um drama que diz respeito a todos os habitantes do planeta.
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