Dor, verdade e justiça
Romance de Arnaldo Pagano conta a história de duas gerações de professoras
No romance Marga (Laranja Original, 108 pp, R$ 50), de Arnaldo Pagano, uma professora de História de um colégio particular em São Paulo vive à base de ansiolíticos e está a ponto de explodir. Dentro de casa, a mãe, Alva, antropóloga aposentada que participou da luta armada contra a ditadura militar, manifesta sintomas cada vez mais agressivos do Alzheimer. No trabalho, Marga está sem paciência com alunos e patrões. Nesse contexto, o conflito com um aluno conduz Marga a uma série de desventuras que culmina em um crime cometido dentro do colégio. Do episódio surgem traumas, memórias são reativadas e dúvidas emergem sobre a vida de Alva e também sobre o pai, que Marga nunca conheceu. Quando passado e presente se confundem numa história de dor, Marga se empenha na luta pela verdade e pela justiça.
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