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Certo dia, aparece um corpo no jardim

01 de junho de 2026
1 min de leitura
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Uma mulher vive na encosta da montanha, entre a névoa implacável e a folhagem exuberante quando corpos começam a aparecer no seu entorno

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Em A montanha das fúrias (Instante, 208 pp, R$ 79,90 — Trad.: Marina Waquil) não há redenção. Uma mulher vive na encosta da montanha, entre a névoa implacável e a folhagem exuberante. Sua tarefa é cuidar dos limites e reportar qualquer anomalia ao Zelador. Em cadernos, anota seus pensamentos, que são ao mesmo tempo registros de vida e relatórios de morte, além das lembranças de uma infância marcada pela brutalidade materna e pelo desejo insatisfeito de aprender. Certo dia, aparece um corpo em seu jardim, e ela, com a ajuda do Zelador, decide enterrá-lo. Mas outro aparece. E outro, e outro, e outro… Por essa obra, a escrita de Fernanda Trías recebeu pela segunda vez o prêmio Sor Juana Inés de la Cruz. O romance toca nos temas da maternidade, da violência e da relação com a natureza reaparecem e abalam o leitor com uma força avassaladora.

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Beatriz Sardinha
Beatriz Sardinha

Possui bacharelado em Jornalismo pela Universidade de São Paulo na Escola de Comunicações e Artes, Desde 2025, ingressou no Bacharelado em Letras na Faculdade de Filosofia, Letras ...

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